domingo, 23 de setembro de 2012

Vídeo sobre o Navio Negreiro 14/08/2012

 A professora Rossana levou a nossa turma (8ºC) para a sala do 8ºA para assistir a um vídeo sobre como eram trazidos os negros africanos para o brasil. Foi uma aula muito divertida com a utilização do power fonte!!!
 Depois ela mostrou imagens, e explicou como era naquela época.
 "A professora passou um vídeo sobre o navio negreiro, um trecho do filme: Amistad".

Discussão sobre o Brasil Colonia 13/08/2012

 Primeiro a professora Rossana passou o dever de casa:
 Para Casa
   * Fazer no caderno- Fichamento paginas 82 a 90 (parágrafo por parágrafo).
   * Fazer no livro- Paginas 89 e 90.
   * Para entregar em folha separada- Questão 11 (letra A) da pagina 90.
 Depois a professora leu um texto junto com a turma, dando a oportunidade de alguns alunos lerem também.
 Pedro Alvares Cabral- 1500
 Brasil Colonia- (1500-1822)
 Brasil-Pré-Colonial- (1500-1530)
 A professora explicou o que é: - Extrativismo vegetal
                                             - Exploração do pau-brasil
                                             - Escambo - A troca de trabalho por bugigangas
                                             - Defesa
                                             - Expedições guarda-costas
                                             - Ineficientes
                                             - Enormes depósitos- Feitorias
                                             - Invasões francesas
 Mapa do Brasil Colonia 

 A professora explicou com exemplos e imagens. Depois falou sobre a parceria que Portugal e Holanda iniciaram, que trouxe engenho de cana para o Brasil, eles tentaram escravizar os índios, como não conseguiram, começaram a escravizar os africanos.
 Pesquisa:Ciclo do pau-brasil (1500 a 1530)
- Chegada dos portugueses ao Brasil em 22 de abril de 1500.
- Portugueses começam a extrair o pau-Brasil da região litorânea, usando mão-de-obra indígena. A madeira era comercializada na Europa.
- Os portugueses construíram feitorias no litoral para servirem de armazéns de madeira.
- Nesta fase os portugueses não se fixaram, vinham apenas para explorar a pau-Brasil e retornavam.
- Época marcada por ataques estrangeiros (ingleses, franceses e holandeses) à costa brasileira.

sábado, 15 de setembro de 2012

Estudando sobre o Navio Negreiro 10/08/2012

 A professora Rossana olhou o dever de casa dos alunos e assinou na agenda dos que não fizeram o dever. Depois ela corrigiu as atividades com a turma esclarecendo as duvidas dos alunos. Foi muito divertido!
  Sugestão de resposta
   Pagina 82: 4- Escravo - É "a peça" a "mercadoria" comprada ou vendida.
                     - Escravidão - É a prática de utilização da mão de obra escrava.
                  5- Embora a escravidão tenha sido abolida no século XIX, a sua pratica ainda persiste em alguns países, embora as leis a tratem como ilegal e desumana.
   Pagina 86 Tipo de embarcação:
 - Cravela ou nau
 - Navio
 Organização e distribuição das "peças"
   - Na parte superior do navio estão as mulheres e crianças.
   - Á direita estão as gravidas
   - Na parte inferior do porão os machos e os moleques.
 Os escravos estão distribuídos pelo convés e porão do navio, deitados.
 Depois ela ex plicou como era a viagem e o que eles sofriam durante toda a trajetória.

Vídeo sobre os escravos 07/08/2012

 A professora Rossana começou a aula fazendo a chamada, depois ela passou um vídeo sobre a trajetória e o sofrimento dos escravos até chegarem ao Brasil, depois ela explicou como era durante a viagem.
 A professora leu o poema "Navio Negreiro" de Castro Alves, explicando paragrafo por paragrafo, supos que um escravo custava o preço de um carro popular, cerca de 22 mil reais, depois recolheu os trabalhos.
                             Navio Negreiro
Castro Alves
  I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta. 
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro... 
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?... 
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas... 
Donde vem? onde vai?  Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço. 
Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade! 
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa! 
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos! 
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
.......................................................... 
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa! 
Albatroz!  Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz!  Albatroz! dá-me estas asas.
 
II
    
Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após. 
Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão! 
O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir! 
Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...
 
III
   
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
 
IV
    
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar... 
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs! 
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais... 
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri! 
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..." 
E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
          Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
          E ri-se Satanás!...
 
V
   
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! 
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba 
 
Que excita a fúria do algoz?
Quem são?   Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!... 
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . . 
São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael. 
Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!... 
Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer. 
Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar... 
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!... 
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...
 
VI
      
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio.  Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ... 
Auriverde pendão de minha terra,   
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!... 
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

Correção do Para Casa 06/08/2012

A professora Rossana fez a chamada, depois escreveu no quadro o dever de casa
Para Casa: Pagina 85. 86 e 87
Atenção para o item 08 da pagina 87.
O poema navio negreiro esta disponiveu no blog: rossanahistoria.blogspot.com.br
Depois ela começou a corrigir o dever dado na ultima aula, discutiu os textos com a turma e pediu para alguns alunos lerem. Depois discutiu algumas questões e explicou o dever.
Dever pagina 86 e 87
  6- a) Fig. 8 - É um barco com muitas velas, de aparência boa, não parece ser muito grande, tem muitas cordas, etc...
      b) Fig. 9 - É um navio que parecer ser bem grande, a imagem mostra várias partes dele, mostra a parte superior e inferior, etc...