segunda-feira, 21 de maio de 2012

Aula do dia 18/05/2012

      A professora chegou na sala e anotou na lousa o roteiro de estudos para o debate que seria realizado no dia 21/05:

Data: 21/05
Tema: Escravidão Indígena no Brasil Colonial
1. O "descobrimento" (?) do Brasil-1500 (séc. XV)
  a) Antecedentes: Crise do feudalismo europeu
  b) Sistema mercantilista
     # Colonialismo

2. Os povos nativos no Brasil: Índios? Por quê?

3. A escravização indígena
    # Escambo
    # Modo de viver e pensar, organização social dos povos indígenas

4. Reação e revoltas indígenas contra a escravidão:
   a) Confederação dos Tamoios
   b) Confederação dos Cariris

     Pesquisa do Roteiro de Estudos do Debate

      Cristovão Colombo já havia esbarrado na América antes de Pedro Alvares Cabral, ou seja, quando ele em sua expedição "descobriu" o Brasil, na verdade não foi por acaso, ele já sabia que havia terra aqui.
      A crise do feudalismo contribuiu para as grandes navegações, onde os europeus buscavam uma nova rota, já que a rota da seda estava dominada pelos árabes muçulmanos e as mercadorias chegavam contaminadas à Europa, pois passavam por essa rota que foi denominada rota da peste.
      O sistema mercantilista foi adotado na Europa no séc. XVI junto ao Colonialismo, onde as colônias deviam fornecer produtos inexistentes ou de baixa produção na Europa onde ficava a Metrópole e as metrópoles forneciam às colônias produtos manufaturados, esse sistema se baseava no acumulo de metais preciosos para medir a riqueza, conhecido como metalismo. Os estados europeus procuravam obter riquezas por meio de uma balança comercial favorável, ou seja, vendendo mais mercadorias que comprando.
      Durante o período do Brasil colonial, os indígenas foram escravizados e um dos modos adotados era o escambo, onde os portugueses davam bugigangas aos nativos em troca de trabalho, que deveriam cortar as árvores de pau-brasil e carregar os troncos até as caravelas portuguesas.
    
        Confederação dos Tamoios é a denominação dada à revolta liderada pela nação indígena Tupinambá, que ocupava o litoral do que hoje é o norte paulista, começando por Bertioga e litoral fluminense, até Cabo Frio, envolvendo também tribos situadas ao longo do Vale do Paraíba, na Capitania de São Vicente, contra os colonizadores portugueses, entre 1556 a 1567, embora tenha-se notícia de incidentes desde1554.Aproveitando dessa prática, João Ramalho, parceiro do governador da Capitania de São Vicente, Brás Cubas, casou-se com uma filha da tribo dos guaianases. Através dessa parceria, eles comandaram um ataque à aldeia dos tupinambás, na tentativa de aprisioná-los e usá-los como mão-de-obra escrava. Eles capturaram o chefe da tribo, Caiçuru, e o mantiveram em um cativeiro no território do governador Brás Cubas.

        Confederação dos Cariris, também chamada de "Guerra dos Bárbaros", foi um movimento de resistência de indígenas brasileiros da nação Cariri (ou Kiriri) à dominação portuguesa, ocorrido entre 1683 e 1713.
        A rigor, embora tenham inicialmente recebido os europeus amistosamente, os indígenas brasileiros jamais aceitaram, sem resistência, a dominação do homem branco, sobretudo a partir da penetração do conquistador no interior do país, na busca de metais preciosos ou na expansão das fazendas pastoris. Esse avanço geralmente se tornava sinônimo de massacre dos nativos, escravização dos sobreviventes, violência sexual e usurpação das terras indígenas. Não menos nefasta, para eles, era a ação dos missionários, cujo processo de catequização os "amansava", destruindo sua cultura e tornando-os submissos ou aparentemente dóceis à dominação.


                          




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